01/12/2009

Blue Star - Rio Claro já teve uma orquestra


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Duas fotos acima: Titulares do Rítmo, que deu origem a Blue Star Orquestra. Na primeira foto identifiquei meu pai Helio Mancuso, o primeiro sax da esquerda e Dirceu Manfrinatti sentado bem no meio da foto. Na segunda foto apenas Dirceu Manfrinatti no piston. Se alguém puder identificar mais algum músico pode me mandar um email.
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Quando da formação da Orquestra precisou mudar o nome para Blue Star, pois já havia em São Paulo um conjunto formado por deficientes visuais e que era detentor do nome Titulares do Ritmo.
Uma das formações da orquestra com o cantor Geraldo Hebling.

MAIS ABAIXO ESTÃO OS ÁUDIOS - SEIS MÚSICAS DA ORQUESTRA, REFERENTE AOS TRÊS DISCOS EM 78 RPM POR ELA GRAVADOS.
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(Fonte: Jornal Cidade de Rio Claro de 13/11/1988)
Em tempos passados, Rio Claro teve a Blue Star Orquestra, um conjunto que se destacou em atuações promocionais das mais distintas, pela participação valiosa que que oferecia aos bailes, reuniões, às festas de nossa cidade. Conquistou nome e firmou seu prestígio. Foi grande sucesso.

No ano de 1953, Tedy Spadari, dispensado sem motivo da Orquestra Exelcior, foi procurar Dirceu Manfrinati, que, na época, fazia parte daquele conjunto. Desse encontro nasceram os Titulares do Ritmo, formado por Helio Thomazini (baterista), Singel Celória (acordionista), Oswaldo Mamprim (saxofonista), Clodoveu Brasil de Mello (ritimista) e Reinaldo Casagrande (cavaquinho e violonista). O conjunto foi adquirindo nome, pela regularidade em todos os clubes locais. Sua duração foi de aproximadamente um ano. Grandes orquestras movimentavam o cenário musical de São Paulo, com presença importante em festivais da década de 1950. Lembramos de Sílvio Mazzuca, Severino Araujo (nacionais) e Glen Muller, Benny Goodman, Arthie Sahw, etc (internacionais). E ainda no interior de São Paulo, as Orquestras de Pedrinho, de Guararapes; Nélson, de Tupã; Continental, de Jau; Sul América, de Jaboticabal; Brino, de Campinas, e outras.

Foi, então, Que Tedy Spadari e Dirceu Manfrinatti, junto com Helio Mancuso (irmão do saudoso Ribeiro Mancuso), fundaram a Blue Star Orquestra, que passou a ter como prefixo a famosa melodia Blue Star – The Medic Theme. Rio Claro passou a ter a sua orquestra, que se tornou a marca musical de bailes, Formaturas, réveillons, excursões para outras cidades, formando uma agenda lotada e bastante concorrida.

Aos Titulares do Rítimo, foram acrescentados os nomes de Thélio e Vicente Paroli, José Barana, Carlos Ferraz (saxofonistas), Helio Rebustini e Antonio Peruzza (pistonista), Silvio Rebustini e Alvino Algarve (trombonistas), Heideval Thomazini (baterista), Alcides Rebustini (Baixo), Aparecido Natal (tecladista), Geraldo Hebling (cantor), Salvador Silva (pianista), o que hoje, é o renomado artista internacional conhecido como Dom Salvador. O Rioclarense encontra-se hoje residindo em Nova York.

A Blue Star Orquestra chegou a atuar com 22 músicos, considerando-se que foi o maior grupo musical formado em Rio Claro.

Ainda, formaram na Blue Star, os músicos Tito, Dinho, Clovis Trindade e Antonio Hummel (Saxofonistas), Celso (baterista), Paulo de Jesus e Professor Oswaldo (violonistas), Otávio de Múzzio (saxofonista), Maria Alice e Aracy Stein (cantoras) e o inesquecível Euclides Alves (cantor), estes todos de nossa cidade.

De outras plagas, aqui estiveram oferecendoa sua colaboração à nossa Orquestra, Zelinda (cantora de Bebedouro), Sanches Peruzza (pistonista de Limeira). Também os Rioclarenses Silvio Rubini, Carlito Rubini, Alvino Neri, Camilo Valilo (o Rago) e o saudoso Ribeiro Mancuso.

Durante dez anos, de 1954 a 1964, a Blue Star Orquestra cumpriu seu trabalho, colocando alto o nome de Rio Claro, conquistando todos os primeiros lugares em concursos de “melhor orquestra” nos bailes carnavalescos de nossa cidade. Durante sua existência, a orquestra sempre abrilhantou os bailes de Momo no Grupo Ginástico Rioclarense.

Em suas apresentações pelo interior, teve a presença de grandes artistas da época – do Rádio e da TV – como Homero Marques e Sandra Samara (da extinta TV Tupi), Agnaldo Rayol, Nelson Gonçalves, Gregório Barros, Adelaide Chioso, Silvinha Chioso, Mazaropi, Rubens Leite e tantos outros.

Em 1964, a Blue Star Orquestra terminava, não se sabe o porque. Interrompeu uma carreira de destaque e valor, que bem poderia prosseguir pelos anos.

Obs: Dentre os muitos artistas famosos da época, Nelson Gonçalves talvez tenha sido o que mais cantou acompanhado pela Blue Star. Foram inúmeras apresentações pelo interior de São Paulo e sul de Minas.
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Algumas fotos
Da esquerda para a direita, Vicente Paroli, Thélio Paroli, Helio Mancuso (meu pai e um dos fundadores da orquestra) e Jose Barana.
Ney (violão) Heideval Thomazini (bateria) Alcides Rubustine (Baixo) Aparecido Natal (acordeon) e Tedy Spadari, um dos fundadores da orquestra (bongo).
Euclides Alves e Aracy Stein (cantores)
Celso (baterista)
Da esquerda para direita: Dirceu Manfrinati (um dos fundadores da orquestra), Antonio Peruza, Helio Rebustini, Alvino Algarve e Silvio Rebustini.
ÁUDIOS

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Show no Cine Excelcior em Rio Claro

Euclides Alves (Cantor), José Barana(Sax), Ney(Violão), Heideval Thomazini(Bateria)

Blue Star no carnaval do GG -1959 - Eu segurando um piston ao lado do meu pai Helio Mancuso


Eu no carnaval de 1959 no GG. O pandeiro é de brinquedo, mas posso falar que fiz uma participação na Blue Star...Rss

3 comentários:

Anônimo disse...

Blue Star...

Agradeço por toda a minha familia por meus pais terem sido lembrados( Homero Marques & Sandra Samara).

Elydio Antonio de Lujan Pereira.(filho mais velho)

Antonio Cesar Mancuso (Dindo) disse...

Elydio, se você voltar a essa página preciso do seu email, meu email é dindomancuso@gmail.com Quero falar com você.

Kathleen Rebustini disse...

Oi, Meu avô é o Silvio Rebustini =)

meu e-mail: b_jaflor@hotmail.com

Se vc puder me mandar alguns arquivos agradeço!

Até mais ;)