30/08/2009

Festa no céu. Texto muito pessoal

Vinte e oito de agosto de 2009. No paraíso os anjos todos de braços abertos para recebê-la. Embora ainda tendo pessoas que amo, para mim, Itirapina jamais será a mesma, perdi meu ponto de referência. Mesmo que fosse eu um escritor, não encontraria palavras suficientes para traduzir a ternura e o carinho que tinha por ela. Minha querida tia Magdalena nos deixou. Tristeza na terra, festa no céu. A saudade vai tomar conta de todos aqueles, que como eu, a amavam. A terra perde uma mulher maravilhosa, o céu ganha uma estrela. Creio que, a vida nada mais é que um curto espaço de tempo que Deus nos dá para tentarmos ser feliz e fazer a felicidade de outros. Não creio que viemos à terra apenas para servir a Deus, seria isso muito cômodo, servir a um ser que de nada precisa; viemos sim, para servir uns aos outros, e ela soube como ninguém cumprir sua missão. É com lágrimas nos olhos e com toda sinceridade que estou escrevendo esse pequeno texto, ditado por meu coração. Tenho a certeza de que ganhamos uma alma que, lá de cima, estará atenta, olhando por todos nós. Jamais a verei pessoalmente, mas da minha mente sua imagem jamais sairá. Aquela cozinha, com mesa farta, onde eu passava horas quando ia visitá-la, estará sempre na minha lembrança. A última vez que a vi foi na Sexta-Feira Santa, dez de abril, dia do meu aniversário; o bacalhau estava divino. Deus sabia que era o meu último aniversário antes de Ele chamá-la. Talvez, estar com ela nesse dia tenha sido o presente que Ele me deu, é um dia que nunca vou esquecer. Nunca mais poderei abraçá-la e dar um beijo em seu rosto, como eu fazia quando ia visitá-la, vou sentir muito sua falta.
Antonio Cesar Mancuso (Dindo)

4 comentários:

Amanda disse...

Meu pai tá virando escritor. Ficou muito lindo o texto.
Bjs

Marcia disse...

lindo texto

rafaela disse...

Texto maravilhoso, embora seja muito triste por ser minha bisavo tão querida.Sinto palavras sinceras e poéticas que ela merece.Bjssssssssssss!rafaela

ines disse...

Dindo, primo querido,
Novamente escrevo. Na primeira vez, minha ignorância total de como proceder me fez perder o comentário. Escuto " ai, vontade de ficar mas tenho que ir me embora. Ai, que amar é se ir morrendo pela vida (...) ai, mulher estrela (...) numa noite escura, triste como eu" Fala de estrelas, de morte, de tristeza, e eu assim me sinto, triste e com inveja de pessoas como você e do compositor da música (quem é?) que podem ver nas estrelas as pessoas queridas que se foram. Nao tenho a tua generosidade, a tua delicadeza, a tua serenidade que te fazem também celestial a ponto de poder ouvir estrelas. Sou mais terrena, e assim me resta apenas a tristeza ao ver estrelas e imaginar que lá pode estar minha mae e te invejar porque você pode vê-la.
Maria Inês