27/08/2009

Irmão Roberto Giovanni

Com sua vida de apóstolo, de testemunho cristão e de exemplo comunitário é para os estigmatinos a memória viva e atualizada dos irmãos que foram alavanca de comunidades religiosas. Seu processo de beatificação está em andamento, e foi aberto em Março de 2003.
Fervoroso devoto de São Gaspar Bertoni, fundador da Congregação Estigmatina, foi o maior propagador do carisma bertoniano. Dedicou especial atenção aos órfãos, crianças carentes, idosos, enfermos, pobres, presidiários, fracos e exilados, orando por eles, assistindo-os material e espiritualmente e levando a Sagrada Eucaristia aos acamados, ininterruptamente por anos e anos.

De tradicional família Rio-Clarense. Era irmão do saudoso Oreste Armando Giovanni, ex prefeito de Rio Claro.


Nasceu em Rio Claro - SP. aos 16 de março de 1903. Entrou como aspirante em Rio Claro aos 21.06.1927. Fez a primeira profissão aos 16.09.1931 e a perpétua aos 16.03.1937.


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Trabalhou em Rio Claro, Ituiutaba - MG, Campinas -SP, Castro - PR e Casa Branca - SP. Foi sacristão, secretário da cúria provincial, responsável pelas remessas e grande divulgador da revista "Ecos Estigmatinos", recepcionista do Santuário Nossa Senhora do Desterro, em Casa Branca.


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Entrou no seminário já adulto, e nele terminou os estudos. Depois de madura reflexão decidiu tornar-se irmão. O fato surpreendeu a todos.


A amabilidade no trato, a simplicidade de expressão e a sensibilidade às dificuldades do próximo edificavam e causavam admiração de todos, simples e intelectuais, sacerdotes e leigos, confrades e gente do povo de Deus. Jamais pronunciou uma palavra inoportuna. De seus lábios saíam palavras de compaixão, expressões de incentivo e, com muita sabedoria, um palavra velada de desaprovação frente a um comportamento menos correto de outras pessoas.
Todos que o conheceram, testemunharam o conceito de santidade de que gozava, conceito este jamais desmentido quer por palavras quer por atitudes.
O célebre Pe. Donizetti de Tambaú - SP, cidade vizinha a Casa Branca, dizia aos casa-branquenses que o procuravam: "Vocês vem aqui para receber a bênção e tem em sua cidade o Ir. Roberto que tem bênção mais eficaz do que a minha."


Santuário N.S. do Desterro de Casa Branca, onde Ir. Roberto foi fundador
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Santuário N.S. do Desterro de Casa Branca, onde Ir. Roberto foi fundador

Manifestou grande amor pelos pobres e sempre os socorria com palavras, alimentos, curativos, apoio moral.
Era muito procurado no Santuário do Desterro para aconselhamento e bênçãos. Até mesmo o bispo diocesano, Dom Tomás Vaquero, dizia que muitas vezes ia à igreja para receber a bênção de Ir. Roberto.
De compleição franzina e frágil, magro pela austeridade de vida, manteve-se em plena atividade quase até os noventa anos.
Faleceu em Campinas aos 11 de janeiro de 1994, assistido pelos confrades.
O povo pediu o direito de sepultá-lo na cidade que lhe havia conferido o título de cidadão Casa-Branquense. Seu corpo jaz na capela do Santuário do Desterro. Durante o funeral o povo não cansava de repetir: "Morreu nosso santo".


No dia 12 de março de 2003, na Paróquia e Santuário Nossa Senhora do Desterro, em Casa Branca-SP, foi entregue ao Bispo Diocesano um abaixo assinado com milhares de assinaturas, pedindo o início de abertura do processo de beatificação do Ir. Roberto Giovanni, CSS (Rio Claro, 16/03/1903; +Campinas, 11/01/1994). Também como evento da referida semana, no dia 16, em solene celebração Eucarística, com a presença de vários confrades Estigmatinos (sacerdotes e irmãos), foi comemorado o centenário de nascimento do Ir. Roberto.

CATEDRAL DIOCESANA de São João da Boa Vista
A Congregação para a Causa dos Santos expediu documento, com data de 4 de abril de 2009, protocolo 2801, ao bispo de São João da Boa Vista-SP, Dom David Dias Pimentel, aprovando a transferência de competência da diocese de Campinas para a diocese de São João da Boa Vista, visando à abertura do processo de beatificação de Ir. Roberto Giovanni. O motivo da transferência de competência se deve ao fato de que Ir. Roberto faleceu em Campinas, local onde se deveria iniciar o processo. Mas, como ele viveu 52 anos em Casa Branca-SP., a concessão de transferência facilitará o andamento do processo.


São muitos os que relatam graças alcançadas por intermédio do venerável Irmão, como se nota pelos agradecimentos e flores deixados pelos fiéis em seu túmulo, situado ao lado do altar-mor da Igreja Nossa Senhora do Desterro.


Fervoroso devoto de São Gaspar Bertoni, fundador da Congregação Estigmatina, foi o maior propagador do carisma Bertoniano. Dedicou especial atenção aos órfãos, crianças carentes, idosos, enfermos, pobres, presidiários, fracos e exilados, orando por eles, assistindo-os material e espiritualmente e levando a Sagrada Eucaristia aos acamados, ininterruptamente por anos e anos.


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LAR IRMÃO ROBERTO

O Lar Irmão Roberto Giovanni é uma organização não-governamental (ONG), pertencente à Igreja Católica Apostólica Romana, que presta assistência a menores carentes de 6 a 14 anos. Está localizado em Casa Branca e é vinculado à Paróquia Santuário Nossa Senhora do Desterro, tendo como diretor espiritual, o Reitor do Santuário, Pe. Carlos Eduardo Dóbies.
O Lar Irmão Roberto Giovanni presta atendimento nos período da manhã e tarde, tendo seu funcionamento das 07:00h ás 17:00h de segunda a sexta feira. Atualmente o numero de crianças atendidas é de 110 crianças, que recebem: 5 refeições diárias, aulas de reforço escolar e diversas atividades esportivas. Atualmente a fila de espera é de cerca de 60 crianças, mas, segundo o Presidente do Lar, Sr. Martins, “devido a carência de recursos financeiros a entidade não têm como atender esta demanda reprimida...” disse.
Para que seja possível a manutenção do trabalho realizado pelo Lar Irmão Roberto, contamos com a colaboração de pessoas como você, que acabou de ler esta matéria. Para isso, torne-se Sócio Padrinho ou Madrinha das crianças do Lar. Entre em contato através do telefone (19) 3671.4383 ou envie mensagem para giovannilar@ig.com.br .


Saiba mais sobre a vida e a obra do Irmão Roberto Giovanni adquirindo o livro “Uma Obra Inacabada”, de Sérgio Ozaki. Informações na Livraria do Desterro ou pelo telefone: (19) 3671.1143.


Escreveu inúmeras cartas, milhares certamente, em todas elas reverenciando a Jesus, Maria, José e Bertoni, sempre com mensagens de conforto alicerçadas solidamente nas Sagradas Escrituras e nas suas experiências de alguém consagrado a Deus."

A ORAÇÃO (reflexão extraída das anotações pessoais de Irmão Roberto)

-A oração transforma as pessoas. Não por fora, mas por dentro. Pessoa transformada tem novos olhos para ver, cérebro novo para avaliar, coração novo para sentir melhor.

-Quando nós nos transformamos pelo milagre da oração, o mundo à nossa volta continua igual. Os outros prosseguem idênticos. Mas nós, transformados, contemplamos tudo com visão diferente. A vida tem a profundidade e o sabor dos nossos valores internos.

-A oração não nos livra do sofrimento, mas amortece-o. O espinho já não punge tanto.

-A oração não tira a cruz dos nossos ombros, mas reforça-os admiravelmente.

-A oração não espanta as tempestades, mas apaga seus raios que já não assustam tanto. A oração não seca todas as lágrimas, mas elas já não caem tão amargas rosto abaixo.

-A oração não traz o dinheiro para o nosso bolso, mas conscientiza-nos de que dinheiro é relativo.

-A oração transforma mentes e corações. Mente e coração transformados olham o mundo com novos olhos, os olhos de Deus. A oração nos coloca mais perto de Maria Santíssima, mulher orante, buscando em tudo a vontade do Pai.

-Há pessoas que trabalham e não rezam. Outros rezam e não trabalham. O segredo é fazer da vida uma oração e do trabalho um altar.
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São Paulo tem 18 candidatos a se tornarem santos

Wallace Andrade
Canção Nova Notícias
O pedido do Papa João Paulo II, em 2000, era que a Igreja descobrisse histórias e fatos de novos mártires ou outras causas de beatificação no mundo. No Brasil a resposta foi positiva. Além da canonização de Madre Paulina e Frei Galvão, existe hoje uma grande lista de postulantes aos títulos de servos, beatos e santos brasileiros. Alguns esperam apenas a confirmação de um milagre para serem santificados.

Beato Padre José de Anchieta
Beato Padre Mariano de La Matta
Madre Maria Theodora Voiron
Servos de Deus
Padre Bento Dias Pacheco
Giuseppe Marchetti
Madre Maria Tereza
Padre Rodolfo Komorec
Franz de Castro Holzwazth
Ginetta Calliari
Madre Maria de Lurdes
Padre Vitor Coelho de Almeida
Padre Donizete Tavares de Lima
Antoninho Marmo
Madre Carmem Catarina Bueno
Nelson Santana
Vanilda Sanches
Dom Frei Henrique Golland Trindade
Irmão Roberto Giovanni

Durante muitos séculos o Brasil não fez nenhum santo, mas nos últimos sete anos surgiram os dois primeiros: Frei Galvão em 2007 e Madre Paulina em 2002. Isso chamou a atenção da Igreja.
Em 1991, durante a Missa de beatificação de Madre Paulina, em Florianópolis, o Papa João Paulo II disse que o Brasil precisa de mais santos. No ano 2000, o Pontífice voltou a fazer um apelo às dioceses e Igrejas de todo o mundo, para que levantassem novas causas. O estímulo resultou no surgimento de mais postulantes aos títulos de santidade.
Só São Paulo, tem hoje 18 candidatos a se tornarem a exemplos de cristãos. Um deles é o padre José de Anchieta que, em 1980, foi beatificado e está a apenas um milagre de se tornar santo. Devocionários, telas e relicários do Jesuíta, se espalham pelo país. Tudo para que novos feitos cheguem ao conhecimento da Comissão Pró-canonização do padre Anchieta e sejam reconhecidos pela Igreja.
Dos 18 processos de santos, beatos e servos de São Paulo, Irmã Célia Cadorin está envolvida em onze deles. A religiosa que, foi importante na canonização de Madre Paulina e Frei Galvão, vive num convento na região central de São Paulo, e segue firme no caminho que pode levar ao surgimento de novos santos brasileiros.
Para o Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, o pedido do Papa João Paulo II, em 2000, está sendo bem respondido pela Igreja. "Isso realmente nos alegra muito e é sinal de que a santidade floresceu e floresce entre nós".


Por mais de meio século, Irmão Roberto viveu um apostolado inteiramente voltado à caridade. Alma generosa, coração aberto, sorriso farto e mente preparada para o contínuo exercício do bem. Foi um evangelizador incansável, perseverante, austero, apesar de se mostrar calmo, sereno, paciente e humilde. Sua sabedoria era tanta que suas palavras fluíam suavemente e tocavam fundo o coração das pessoas. Nunca ouvimos alguém se dizer magoado com ele.

BREVE UM VÍDEO COM IMGENS DE Ir. ROBERTO. ESTÁ EM VHS, PRECISO EDITAR.

Um comentário:

Anônimo disse...

Deus abençoe! Pelo que vi é realmente um homem Santo de Deus. Vou pedir que ele interceda pelo meu casamento junto a Deus. Pois ouvi que ele era grande aconselhador dos casais!