01/08/2009

Diante do Espelho




Só uma besteira que escrevi em julho de 2002, Não sei nem porque postei. Acho que não tem nada de pessoal. Ou será que tem?

Olho-me no espelho,
Novas rugas chegaram,
Ah! meus vinte anos,
Quase trinta se passaram.
O tempo, esse impiedoso,
já tinge meus cabelos,
Entram os brancos,
Saem os negros.
Paro, ponho-me a pensar,
Quanta história pra contar!
Histórias que vivi,
E depois de tantos anos
Quase nada esqueci.
Fecho os olhos,
Vem um filme em minha mente,
Filme de uma vida,
Vivida intensamente.
Do meu passado, só eu sei,
Das alegrias, das tristezas,
De cada pranto que chorei.
O filme continua,
Como é jovem o protagonista!
Sou eu, o principal artista.
Vivi papel de mocinho,
Vivi papel de bandido,
Algumas vezes fui traidor,
Muitas vezes fui traído.
Romances...Ardentes paixões,
Lindas mulheres...somente ilusões.
Muitas posso ver nessa noite fria,
Pois as tenho comigo,
Num álbum de fotografias.
A primeira namorada, Onde andará?
Será que um dia de mim se lembrará?
De repente, o amor me vem à mente,
O que valeu a pena,
Uma mulher somente.
Amor que trago comigo
E no peito tenho guardado,
Não sei se fui bom amante,
Só sei que fui bem amado.
Ah! doce saudade,
Que faz presente esse passado.
Dos meus olhos uma lágrima,
Que pelo rosto se põe a rolar,
Pois sei, tudo passou,
E no tempo não possa voltar
(Antonio Cesar Mancuso -Dindo- Julho 2002)


2 comentários:

Angela disse...

Poema lindo!!!!!!!!
Parabéns!!!!!!!!

Marcia disse...

olha!!!!!!!!!! quem diria, meu amigo é poeta!!!!!!!!!! linda poesia, dindo........