27/11/2009

Janaína Mesquita

Postagem autorizada por Janaina Mesquita

Site – www.myspace.com/janainamesquita
Carioca da gema, compositora com mais de 20 anos de carreira, Janaína Mesquita é um mix cultural que fez e faz incursões em diversos movimentos musicais. Participou de vários grupos, nos mais variados estilos.
Origem e formação: Nascida em uma família de artistas, a mãe capixaba teve uma influência muito importante em sua formação. Iniciou seus estudos musicais no piano, aos 3 anos de idade, com o saudoso tio de afeto Paulo Rocha. Nas reuniões de família – Campos dos Goytacazes e Cachoeiro de Itapemirim – todo mundo tocava de tudo. Então logo pegou o violão e a percussão, já demonstrando a força de seu lado regional.
Do estudo formal fez violão erudito, guitarra, percussão e teve vários professores particulares. Nascida e criada no centro do Rio, Janaína não teve para onde fugir: Marquês de Sapucaí, roda de samba em cada esquina, Bafo da Onça, acabou caindo no samba. Mas já mostrava que seria apreciadora de vários estilos. É a própria miscelânea cultural, pois enquanto tocava guitarra em alguma banda, estava na Lapa tocando tamborim, pandeiro.
Teve aulas de guitarra com a professora Lui Rabello e de percussão com o professor Luizão, no Grupo Educart. Estudou na Escola de Música Villa-Lobos - onde integrou o Grupo de Percussão Feminina -, e no Conservatório Brasileiro de Música.No mais, a vida foi sua grande inspiração.
Sempre gostou de observar gente, analisar. "Minha formação é gente, não desdenhando da formação acadêmica que é importantíssima, mas eu não fui por esse caminho. Isso não me limitou e fez com que eu abrisse os braços para o mundo musical. Minha maior influência foi o que eu vivi".
Compôs vários sambas, música caipira, mas também pop e soul com muitos parceiros bons. Seu processo de composição é árduo, muito trabalho braçal. A maioria das músicas vem em forma de imagem. "Nas músicas ligadas à terra eu vejo um vídeo. Nas que falo do Rio de Janeiro não é tão natural, são mais pensadas. O Rio é pensado, o caipira é mais natural".
Participações: Integrou diversas bandas no Rio de Janeiro. Sempre inovando, era a única mulher integrando as bandas e em sua maioria tocava guitarra. Em Campos dos Goytacazes participou de serestas e fez dupla com seu primo Wellington Mesquita. Fez composições para teatro e musicou poemas.

Influências:
1ª: Seu Mesquita – avô e maestro, tocava dobrado
2ª: Cris Nadruz – professora de História da Arte e Criatividade e influência na vida
3ª: Trabalho dos amigos – "procuro sempre escutar o que meus amigos estão produzindo"
Maior influência: é a vivência – observar gente é seu esporte predileto
Onde achar influência: "A influência está no boteco da esquina"
Texto: Gisele Giornes.





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