27/11/2009

Tony Souza

Postagem autorizada por Tony Souza
Comecei a tocar violão aos seis anos de idade, por influência natural do meu pai, que tocava violão, cavaquinho, viola caipira, etc., e irmãos que já tocavam guitarra, baixo, piano. Meu caminho musical já estava traçado a partir dali, passando a acompanhar toda discografia musical de jazz e pop. Por esse caminho comecei a gostar da guitarra, sendo esse meu instrumento preferido. A partir daí fui estudar violão clássico, harmonia e teoria com o renomado professor Joaquim Naegele (polonês), estudando lá por cinco anos. Eu era um de seus alunos preferidos no violão. Ele escrevia chorinhos e prelúdios para violão e, assim que terminava de escrever as peças, me entregava a partitura. Em um único fim de semana eu tinha que estudar para próxima aula; ele me obrigava a me dedicar ao meu instrumento, já que às vezes não tinha dinheiro para pagar as mensalidades. Aproveitei a oportunidade que me era dada para desenvolver a Técnica Espanhola (Escola de Tarrega), Prelúdios (Mateo Carassi), Chorinhos (Vilas Lobos), etc., ainda com a influência do meu pai como músico de Choro, que me ensinou clássicos como Brasileirinho, Pedacinho do Céu, Carinhoso, etc.

Naquele momento o movimento Black Music estava no auge mundialmente e no Brasil não poderia ser diferente. Despontaram artistas já consagrados como Tim Maia, Cassiano, Carlos Dafé (meu irmão), a Banda Black Rio, e grandes nomes como Djavan, ícone em seu estilo, criando uma nova linguagem do samba, pop, funk, dando uma nova cara a esse gênero.
A essa altura eu já tinha decidido que a música seria um caminho sem volta. Já profissional aos 15 anos, trabalhei em grupos de bailes como guitarrista, baixista, tendo às vezes que me esconder do juizado de menores, pois a banda só podia ter adultos.
No movimento de samba de raiz, toquei violão e contrabaixo com Grupo Família, irmãos do falecido Roberto Ribeiro, acompanhando cantores em início de carreira como Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Jovelina, etc. Naquele mesmo tempo, estudando, conheci Mauro Diniz, filho do Monarco, companheiro na escola de música que me levou à casa do meu grande ídolo, no bairro do Méier, Rio de Janeiro, Helio Delmiro, que fez despertar em mim maior interesse pelo violão. Quando o vi tocando, meus ouvidos e olhos se encantaram com aquela maravilha. Fui adquirindo alguma experiência com o grande mestre Johnny Alf, autor da música “Eu a Brisa” e uns dos criadores da bossa nova, que me levou a São Paulo pela primeira vez. Através dele conheci os caminhos tortuosos da bossa nova.
Tive também algumas aulas com o irmão do Helio, Carlinhos Delmiro, pianista, partindo para casas noturnas do Rio (Sambão Sinhá, em Copacabana, Obá, Obá, em Botafogo, Biblos, na Lagoa, Café Nice, no Centro, Asa Branca, na Lapa, Carinhoso, no Leblon, e inúmeros bares e boates na zona sul, gafieiras como Elite, no Centro e no Méier), tocando com orquestras e grupos de bailes da terceira idade.
Trabalhei com Carlos Dafé por mais de 20 anos fazendo bailes e shows, viajando por São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, participando de programas na TV Rio, TV Tupi, TV Globo (Fantástico), gravando algumas trilhas no CD do Dafé. A partir de 1986 iniciei as viagens ao exterior, primeiro Venezuela e Equador, onde morei por 6 meses, depois Portugal, em 2002.

Continuando com as pesquisas musicais, fui estudar harmonia funcional na UERJ (piano) e depois piano clássico (Hanon), no centro de artes Kalouste Kulberkian, no centro do Rio, passando depois a integrar o quadro de professores na cadeira de violão e cavaquinho, ali lecionando por dois anos, e mantendo as aulas no projeto do governo, lecionando para alunos das escolas de primeiro e segundo graus.
Finalmente, em 2004 resolvi viajar pra China, onde me encontro até hoje tocando em churrascarias, clubes, boates, bares, shows, hotéis cinco estrelas e em diversos eventos, trabalhando com músicas e produção destes shows com brasileiros, chineses, colombianos, filipinos, americanos, malasianos, tudo que se possa imaginar nessa Torre de Babel chamada China. Apresento-me aqui de Norte a Sul, de Leste a Oeste (Macau, Hong Kong) e ilhas fora da China. Aproveitando toda minha experiência, estou realizando um sonho, lançando meu primeiro CD solo, “Percorrendo Ritmos do Mundo”, onde cada música tem uma história e uma temática diferente, com estilos diversos como salsa, pop, jazz, samba funk, romântica, bossa nova e até uma música estilo oriental, inspirada no universo indiano. Portanto, um CD com uma linguagem universal, espero que gostem.







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